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Mostrando postagens de abril, 2017

Capacidade a mais?

Alguns ambientalistas entendem que a capacidade humana de criar, simbolizar (pensar em algo que não existe concretamente e construir relações e objetos fora da nossa instintividade) é fator que nos afasta do fluxo natural, da energia universal. As outras espécias animais, nessa lógica, têm muitas capacidades que não enxergamos, como a capacidade de integração com a natureza, uma sabedoria instintiva, amor, criação  e simbolização até! Mas então porque são subjugados por nós? Somos passageiros? Os ciclos terrestres estão apenas esperando o nosso fim? E o sofrimento animal que causamos?! É inecraditável viver! Para mim, os seres humanos, assim.como.outros animas são dotas de capacidades diversas, de a habilidade de criar, de sonhar com o impossível e realizar, não imagino que outras espécies tenham exatamente essa capacidade... Mas concordo que é uma potência adormecida, que utilizamos em larga escala para fazer sofrer e por vezes para nos desenvolver.

Meu corpo e eu

Judith Butler discorre sobre o impacto que as nossas interpretações do corpo tem sobre sua materialidade, de como, em certa medida, o corpo é modificado por este olhar. Cai por terra a ideia de que biologia é destino. Meu destino, dentre tantas escolhas/interpretações que fiz para o meu corpo, foi ter uma convulsão, durante a qual não tive consciência nenhuma. Fiz exames, não acharam causa, mas há tratamento alopático para evitar novo apagão. Quis interpretar: estava pedindo demais do meu corpo? Foi um aviso a la Don Juan, de Carlos Castaneda, como se fosse um chamado ao desenvolvimento? Foi acaso? É muito recente. Não sei ainda como interpretarei o evento. Mas uma coisa percebo já: meu Eu (q inclui consciência e inconsciência) está brigado com meu corpo, como que recentido pela rasteira. Paciência e tempo.

o porquê do título

O blog surge da vontade de escrever sobre algumas reflexões que permeiam as arestas necessárias (ou não) à convivência em sociedade e ao desenvolvimento humano. Minhas reflexões apontam, assim como Regina Navarro já disse, que as regras/limites excedem o necessário e fazem sofrer. Por exemplo, acho violenta a imposição da heterossexualidade, de que devemos limitar nosso afeto ao outro sexo. Porque, sim, é uma imposição massiva, educação de todos os dias!!! A espera do amor da vida, a ausência de educação sexual para meninas; a ideia do menino que "vai ser pegador" e que deve se masturbar olhando fotos de mulheres nuas (enquanto às meninas, a proibição total da masturbação). A sexualidade é muito mais do que isso! É toque, é troca e desenvolvimento de afeto. E quanto mais estudo, menos compreendo a importância de uma educação para a heterossexualidade-e-se-não-der-tudo-bem-ser-gay. Então é sobre isso tudo.