Meu corpo e eu

Judith Butler discorre sobre o impacto que as nossas interpretações do corpo tem sobre sua materialidade, de como, em certa medida, o corpo é modificado por este olhar. Cai por terra a ideia de que biologia é destino.
Meu destino, dentre tantas escolhas/interpretações que fiz para o meu corpo, foi ter uma convulsão, durante a qual não tive consciência nenhuma. Fiz exames, não acharam causa, mas há tratamento alopático para evitar novo apagão. Quis interpretar: estava pedindo demais do meu corpo? Foi um aviso a la Don Juan, de Carlos Castaneda, como se fosse um chamado ao desenvolvimento? Foi acaso?

É muito recente. Não sei ainda como interpretarei o evento. Mas uma coisa percebo já: meu Eu (q inclui consciência e inconsciência) está brigado com meu corpo, como que recentido pela rasteira.

Paciência e tempo.

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